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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Não vos Comove Isto? - R. Erisman

Não Vos Comove Isto?


"Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho? Atendei, e vede, se há dor como a minha dor, que veio sobre mim, com que o Senhor me afligiu, no dia do furor da Sua ira." Lamentações 1.12 Estas são palavras fortes, com certeza, que atingem o mais profundo do coração enquanto buscam por uma resposta à questão que foi levantada. Foi Jeremias, o profeta, quem primeiro pronunciou estas palavras há uns 2500 anos. Elas pareciam estar focalizadas em um tumultuoso agrupamento de pessoas fora da cidade de Jerusalém, por volta do ano 30 A.D.

Muitas pessoas encontram-se ali, indo de um lado para o outro, cuidando das ocupações rotineiras desta vida. Há crianças brincando e chamando umas pelas outras. Há mulheres indo ao mercado ou talvez indo buscar água. Há comerciantes discutindo sobre seus negócios de compra e venda de mercadorias. Há líderes religiosos falando com voz exaltada sobre os eventos dos últimos dias. Há muitos soldados que se dirigem para o cumprimento do dever. E há pequenas rodas de curiosos, caçadores de novidades, repousando sobre as vertentes cobertas pela relva e esperando para ver o que iria acontecer.

Três Cruzes

E realmente algo estava para acontecer, pois tratava-se de um dia escolhido para uma execução pública. Três cruzes foram levantadas e, sobre elas, três homens podiam ser vistos com enormes cravos que os prendiam. Não estava sendo dada muita atenção aos dois homens que estão à direita e à esquerda. Eram criminosos conhecidos, e não há dúvidas de que todos achavam que eles estavam recebendo o que mereciam.

Todavia, o homem na cruz do meio estava recebendo muito mais atenção. Alguns pensavam que Ele havia enganado as pessoas; que Ele estivesse querendo abolir os costumes religiosos de sua nação. Outros lembravam que, no entanto, Ele tinha curado muitos enfermos. Tudo isso os incriminava, imputando-lhes a culpa de Seu sangue estar sobre eles e sobre seus filhos. Alguém, tomando a palavra, disse que Ele havia restaurado a vista a um cego de nascença, e era certo que se Ele não fosse Deus não teria sido capaz de fazer algo assim. Desse modo o povo ficava dividido.

Era Desprezado

À medida que as horas da manhã passavam, parecia que os antagonistas iam ganhando terreno. Eles zombavam, escarneciam, instigavam, batiam nEle e O maltratavam com espinhos e sarças. Aqueles que sabiam um pouco da verdade de que era Ele o próprio Filho de Deus aparentemente nada podiam fazer além de bater no peito em completo desespero. Talvez se lembrassem das palavras do profeta Isaías: "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dEle caso algum" (Is 53.3). E talvez tenham se lembrado das palavras de um deles que havia dito, "Porventura sabem verdadeiramente os príncipes que de fato este é o Cristo?" (Jo 7.26).

Maria, a mãe do Senhor, também se encontrava naquela cena. E como poderia ela ficar longe dali? Ela tinha verdadeiramente um coração de mãe para com seu Filho primogênito. Sem dúvida ela se lembrava das palavras de Simeão naqueles dias de euforia quando Jesus nasceu. Simeão, um velho, havia dito: "Eis que este é posto... para sinal que é contraditado (e uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações" (Lc 2.34,35). Seria isto o que ela estava agora testemunhando; seria isto o que Simeão quis dizer?

Maria Madalena

Junto com Maria, a mãe do Senhor, estava outra Maria, Maria Madalena. Não se sabe muito desta Maria, exceto que o Senhor, no começo de Seu ministério, havia expulsado dela sete demônios (Lucas 8.2). Por este ato de bondade e compaixão, o coração de Maria havia sido grandemente atraído a Ele. Ela, com frequência, servia a Ele quando estava na Galiléia (Marcos 15.41).

E agora desce uma cortina de escuridão sobre a cena toda. Já não é permitido ao homem seguir dando vazão à sua ira contra o amado Ser celestial. Aqueles que estavam nas proximidades não podiam enxergar com seus olhos, mas podiam escutar com seus ouvidos. Penetrando a escuridão, ouviu-se um brado de gelar o coração: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" (Mt 27.46). E depois, "Está consumado" (Jo 19.30). A obra da salvação havia sido completada pela morte do imaculado e incontaminado Filho de Deus, o Cordeiro escolhido pelo próprio Deus.

Desde aquele momento, e até hoje, as palavras da lamentação de Jeremias trazem um significado particular: "Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho?" (Lm 1.12). Muitos daqueles que participaram da cena da crucificação diriam que aquilo nada significou para eles. Continuaram seu caminho para seus lares e voltaram às suas atividades habituais. O mesmo não aconteceu com Maria Madalena. Ela aguardou por perto para ver onde Ele seria colocado (Marcos 15.47). Já se delineava em sua mente um plano de como ela poderia mostrar mais um ato de bondade para com Aquele que havia mostrado tanta bondade para com ela. Ela esperou pacientemente por uma chance, e quando o Sabbath já havia passado, bem cedo de manhã ela dirigiu-se ao sepulcro com suas especiarias aromáticas a fim de ungir o corpo de Jesus (Marcos 16.1-2).

Um Sepulcro Vazio

Então, naquela manhã da ressurreição, ela encontrou o sepulcro vazio. Aquilo foi demais para Maria, e ela correu a procurar Pedro e João na esperança de que pudessem dar a ela respostas para sua perplexidade. Pedro e João verificaram o fato de que o sepulcro estava vazio, e seguiram para casa, deixando o sepulcro vazio e Maria do lado de fora, tomada de dor. "Pedro – alguém poderia perguntar – 'Não vos comove isto?' Depois de tudo o que aconteceu nos últimos dias, como pode você voltar para casa numa situação assim?" Longe de Maria pensar isto. Ela permaneceu ao lado do sepulcro chorando e sua reação respondia claramente à pergunta de Jeremias. Suas lágrimas e seu coração em dor falam mais alto do que palavras. Ele era tudo para ela; Ele era "totalmente desejável" (Ct 5.16).

Mesmo havendo Pedro e João partido, ela deve continuar sua busca sozinha. Isso a levou à notável revelação de Jesus a ela, uma honra e privilégio maiores do que os concedidos a quaisquer dos discípulos. Ela escutou dos próprios lábios do Senhor seu nome ser, amorosa e suavemente, chamado outra vez (João 20.16). Finalmente seu coração quebrantado já poderia descansar, sabendo que seu verdadeiro Amigo e Benfeitor estava vivo para sempre.

E o que é que acontece com Seus santos nos dias de hoje? Quando nos reunimos para recordá-Lo na morte, a cada Dia do Senhor, será que podemos ouvir o lamento de Jeremias, dizendo, "Não vos comove isto?" Será que entramos em Sua presença como algo de rotina? Permanecemos ali conscientes de que fomos libertados da servidão de Satanás, de modo tão completo quanto foi Maria Madalena? Porventura nosso louvor e adoração não deveria alcançar um patamar mais elevado se tivéssemos o mesmo senso de amor e apreciação que teve Maria Madalena? Possamos nós proclamar com ela: Tudo Ele é para mim; Ele é "totalmente desejável" (Ct 5.6).

sábado, 1 de agosto de 2020

Descanso ou continuação do estresse?



"E ele (Jesus) disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer." [Marcos 6:31] https://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/6/31+)

Descanso ou continuação do estresse?


No início do verão e das férias, nos locais turísticos, todos os dias são propostas diferentes atividades: recreação, feiras, passeios noturnos, vários shows. Tudo está bem organizado para que os dias sejam repletos de atividades. As férias são feitas para descansar, mas certamente não é necessário ficar entediado!

O cristão se lembra das palavras de Jesus, que convidou seus discípulos a descansarem perto dele, em um lugar separado. Longe das turbulências do mundo, de suas atividades estressantes e de suas diversões, sabemos que o verdadeiro descanso é o da consciência e do coração, perto de Jesus. O repouso da consciência é encontrado ao crer que "o sangue de Jesus Cristo... nos purifica de todo pecado" (1 João 1: 7), e que "então, justificado pela fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5: 1).


O resto do coração é vivido em comunhão com o Senhor. Na tarde de sua ressurreição, no primeiro dia da semana, o Senhor Jesus apareceu aos seus discípulos e disse: "A paz esteja convosco" (Lucas 24:36). Mostrou-lhes as mãos e o lado perfurado na cruz, marcas do preço pago para resgatá-los. Pouco depois, Ele se apresentou a eles na margem de um lago, preparou um peixe para eles e disse-lhes: "Vinde, comei" (João 21:12).


Se tivermos férias, aproveitemos para compartilhar com nossos filhos, com irmãos na fé, para recuperar nossa força perto daquele que disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28)


Leitura: Jeremias 5 - Lucas 12: 41-59 - Salmo 89: 38-45 - Provérbios 20: 18-19


© Editorial La Buena Semilla, 1166 PERROY (Suiza)
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quinta-feira, 13 de julho de 2017

O amor de Deus em Nossos Corações





"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece." (1 Cor. 13: 4).
O amor genuíno (caridade) é tanto sofredor quanto gentil. É “amável” mesmo quando “sofreu por muito tempo”, pois o amor genuíno no coração do cristão é porque “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”; isto é, "amor no Espírito".

O amor de Deus, embora testado, tentado e pisoteado pelos homens, ainda é paciente e bondoso, "porque ele é benigno até para com os ingratos e maus", "Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade”. " Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou", " sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo", " Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor".

Somos chamados a manifestar o nosso Senhor aos outros " Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido". " Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros".
Devemos ser pacientes E amáveis o quanto pudermos; É preciso a graça de Deus para nos fazer assim; Ele somente pode nos ajudar.

Romanos 5: 5 ~ Colossenses 1: 8 ~ Lucas 6:35 ~ Joel 2:13 ~ Jonas 4: 2 ~ Efésios 5: 1-2 ~ 2 Coríntios 6: 6 ~ Romanos 12:10



O amor ensina a não julgarmos?