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terça-feira, 15 de agosto de 2017

E Teve Compaixão Deles - C. Wolston



"E teve compaixão deles" Marcos 6:34. Em um mundo de miséria e necessidade, quão bom é conhecermos Alguém cujo coração sofreu isso tudo, tomando sobre Si as nossas dores, e cujas emoções de profundo amor são tão expressivas que podemos vê-las e conhecê-las nestas palavras: "E teve compaixão deles".
Aquela bendita face expressava claramente o palpitar de uma misericórdia divina a revolver o Seu interior. O coração se expressava antes mesmo que a mão se movesse para aliviar aquilo que Seus olhos contemplavam. Não se tratava de um sentimento passageiro, uma emoção de momento. A dor da miséria humana encontrou morada permanente no coração de Jesus, e Ele, que é "o mesmo ontem, e hoje, e eternamente", embora esteja agora no trono de Deus em glória, ainda tem "compaixão deles", enquanto olha para nós e assimila toda a miséria e necessidade que sobem em incessante súplica, e com uma intensidade cada vez mais profunda, ao trono de misericórdia.
Se o Pastor de Israel Se moveu de compaixão, enquanto olhava para os filhos de Abraão e os via "como ovelhas que não têm pastor", quão profunda deve ser a emoção com que agora o Senhor Jesus contempla os filhos de Deus mais uma vez espalhados! Que terrível estrago os "lobos cruéis" fizeram no "rebanho"! (At 20:29). Como os pregadores de coisas perversas atraíram "os discípulos após si"! (At 20:30). Quanta divisão, e ofensa generalizada, trouxeram aqueles que "não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre"! (Rm 16:18). Certamente tudo isso aparece com força perante Ele que "amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela" (Ef 5:25).
Mas será que tudo se resumia no fato de ser, o povo de Jeová, "como ovelhas que não têm pastor"? Acaso não foram eles próprios que pecaram? Terá o coração deles sido "reto para com Ele"? Teriam eles sido "fiéis ao Seu concerto"? Ele sabia muito bem que tinham sido exatamente o contrário; a longa e triste história daquele povo perverso e obstinado estava toda diante dEle, "mas Ele, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade" (Sl 78:37-38).
E será que a Igreja do Deus vivo tem sofrido apenas em razão de falsos mestres e guias maus? Acaso terão os filhos de Deus uma história melhor que a dos filhos de Israel? Terão sido menos perversos e obstinados? Terão todos, juntamente, guardado a Sua Palavra? E será que os seus corações têm sido retos para com Ele, que os redimiu com Seu próprio sangue? Quão bem Ele sabe que os privilégios mais elevados e as melhores promessas apenas revelaram um pecado mais profundo, e, na mesma proporção, menos ainda foi correspondido o Seu amor! Certamente todo coração conhece isto. Quão doce, então, em nossos dias, nos voltarmos para Aquele cuja compaixão não termina e que "como havia amado os Seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim"! (Jo 13:1).
Quão bom era estarem ali e poderem contar com aquele coração profundamente comovido de intenso amor e perdão, que "começou a ensinar-lhes muitas coisas" (Mc 6:34). Embora Ele hoje fale a nós lá do céu, trata-se do mesmo céu que está aberto para nós, não existindo distância para a fé. A ruína e a ignorância encontram-se ao nosso redor. Podemos tão somente perceber a primeira e ministrar à segunda, enquanto permanecemos com Ele que, acima de todo mal, vê tudo e apenas aguarda o momento certo para o ministério do amor.
Aqueles que, em qualquer medida, servem às ovelhas de Cristo nestes últimos e derradeiros dias, precisam ponderar muito estas palavras, dirigidas a alguém no passado, "executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão" (Zc 7:9), enquanto, acima de tudo, permaneçam bem no espírito daquEle que é "misericordioso e fiel Sumo Sacerdote" (Hb 2:17), que, rodeado de fraqueza, e tocado com os mesmos sentimentos que temos, pode "compadecer-Se ternamente dos ignorantes e errados" (Hb 5:2). (C. Wolston)


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Chamados a Refletir a Imagem de Cristo








"Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor." (2 Cor. 3:18).

Quando Deus olha para o Seu povo redimido, não deseja para ele sucesso, riqueza, fama ou popularidade entre os homens. Ao invés disso, Ele deseja a semelhança de Cristo em nossas vidas, Ele procura a semelhança de Cristo na vida e no caráter que vemos enquanto olhamos para Cristo como Ele é revelado na Palavra de Deus, “com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor”. O propósito último de Deus para os salvos é que possamos ser "conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” e “sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” e "assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial."

Assim, agora em nossas vidas, Deus deseja transmitir "a mansidão e a humildade de Cristo", que é "manso e humilde no coração", " Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo", nos permitindo anunciar "as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz".

Chamados a refletir Jesus, o Senhor,

E chamados para mostrar o seu louvor,

Chamados a contemplá-Lo em Sua Palavra,

E a caminhar com Ele, todos os dias.

Romanos 8:29 ~ 1 João 3: 2 ~ 1 Coríntios 15:49 ~ 2 Coríntios 10: 1 ~ Mateus 11:29 ~ 2 Coríntios 4: 6 ~ 1 Pedro 2: 9


Cristo foi nosso substituto ou representante?