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domingo, 16 de agosto de 2020

O Sangue de Jesus Cristo

 


O Sangue

Que maravilhoso tema de meditação o sangue de Jesus é para nossos corações.

Aproximou-nos de Deus: “Em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Efésios 2:13).

Removeu nossos pecados: “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1 João 1:7).

É por meio desse sangue que temos perdão: “Pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7).

Somos resgatados (redimidos) por esse sangue: “Resgatados… com o precioso sangue de Cristo” (1 Pedro 1:18,19).

O sangue de Jesus será o tema de nossa canção por toda a eternidade: “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és… porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação” (Apocalipse 5:9). Consideremos esse sangue hoje, e que isso seja o tema de nosso louvor e canção agora. Esse sangue é a base para todas as bênçãos que temos e que garante nosso direito de estarmos na presença do Senhor e na casa do Pai.


Jim Hyland

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Não vos Comove Isto? - R. Erisman

Não Vos Comove Isto?


"Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho? Atendei, e vede, se há dor como a minha dor, que veio sobre mim, com que o Senhor me afligiu, no dia do furor da Sua ira." Lamentações 1.12 Estas são palavras fortes, com certeza, que atingem o mais profundo do coração enquanto buscam por uma resposta à questão que foi levantada. Foi Jeremias, o profeta, quem primeiro pronunciou estas palavras há uns 2500 anos. Elas pareciam estar focalizadas em um tumultuoso agrupamento de pessoas fora da cidade de Jerusalém, por volta do ano 30 A.D.

Muitas pessoas encontram-se ali, indo de um lado para o outro, cuidando das ocupações rotineiras desta vida. Há crianças brincando e chamando umas pelas outras. Há mulheres indo ao mercado ou talvez indo buscar água. Há comerciantes discutindo sobre seus negócios de compra e venda de mercadorias. Há líderes religiosos falando com voz exaltada sobre os eventos dos últimos dias. Há muitos soldados que se dirigem para o cumprimento do dever. E há pequenas rodas de curiosos, caçadores de novidades, repousando sobre as vertentes cobertas pela relva e esperando para ver o que iria acontecer.

Três Cruzes

E realmente algo estava para acontecer, pois tratava-se de um dia escolhido para uma execução pública. Três cruzes foram levantadas e, sobre elas, três homens podiam ser vistos com enormes cravos que os prendiam. Não estava sendo dada muita atenção aos dois homens que estão à direita e à esquerda. Eram criminosos conhecidos, e não há dúvidas de que todos achavam que eles estavam recebendo o que mereciam.

Todavia, o homem na cruz do meio estava recebendo muito mais atenção. Alguns pensavam que Ele havia enganado as pessoas; que Ele estivesse querendo abolir os costumes religiosos de sua nação. Outros lembravam que, no entanto, Ele tinha curado muitos enfermos. Tudo isso os incriminava, imputando-lhes a culpa de Seu sangue estar sobre eles e sobre seus filhos. Alguém, tomando a palavra, disse que Ele havia restaurado a vista a um cego de nascença, e era certo que se Ele não fosse Deus não teria sido capaz de fazer algo assim. Desse modo o povo ficava dividido.

Era Desprezado

À medida que as horas da manhã passavam, parecia que os antagonistas iam ganhando terreno. Eles zombavam, escarneciam, instigavam, batiam nEle e O maltratavam com espinhos e sarças. Aqueles que sabiam um pouco da verdade de que era Ele o próprio Filho de Deus aparentemente nada podiam fazer além de bater no peito em completo desespero. Talvez se lembrassem das palavras do profeta Isaías: "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dEle caso algum" (Is 53.3). E talvez tenham se lembrado das palavras de um deles que havia dito, "Porventura sabem verdadeiramente os príncipes que de fato este é o Cristo?" (Jo 7.26).

Maria, a mãe do Senhor, também se encontrava naquela cena. E como poderia ela ficar longe dali? Ela tinha verdadeiramente um coração de mãe para com seu Filho primogênito. Sem dúvida ela se lembrava das palavras de Simeão naqueles dias de euforia quando Jesus nasceu. Simeão, um velho, havia dito: "Eis que este é posto... para sinal que é contraditado (e uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações" (Lc 2.34,35). Seria isto o que ela estava agora testemunhando; seria isto o que Simeão quis dizer?

Maria Madalena

Junto com Maria, a mãe do Senhor, estava outra Maria, Maria Madalena. Não se sabe muito desta Maria, exceto que o Senhor, no começo de Seu ministério, havia expulsado dela sete demônios (Lucas 8.2). Por este ato de bondade e compaixão, o coração de Maria havia sido grandemente atraído a Ele. Ela, com frequência, servia a Ele quando estava na Galiléia (Marcos 15.41).

E agora desce uma cortina de escuridão sobre a cena toda. Já não é permitido ao homem seguir dando vazão à sua ira contra o amado Ser celestial. Aqueles que estavam nas proximidades não podiam enxergar com seus olhos, mas podiam escutar com seus ouvidos. Penetrando a escuridão, ouviu-se um brado de gelar o coração: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" (Mt 27.46). E depois, "Está consumado" (Jo 19.30). A obra da salvação havia sido completada pela morte do imaculado e incontaminado Filho de Deus, o Cordeiro escolhido pelo próprio Deus.

Desde aquele momento, e até hoje, as palavras da lamentação de Jeremias trazem um significado particular: "Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho?" (Lm 1.12). Muitos daqueles que participaram da cena da crucificação diriam que aquilo nada significou para eles. Continuaram seu caminho para seus lares e voltaram às suas atividades habituais. O mesmo não aconteceu com Maria Madalena. Ela aguardou por perto para ver onde Ele seria colocado (Marcos 15.47). Já se delineava em sua mente um plano de como ela poderia mostrar mais um ato de bondade para com Aquele que havia mostrado tanta bondade para com ela. Ela esperou pacientemente por uma chance, e quando o Sabbath já havia passado, bem cedo de manhã ela dirigiu-se ao sepulcro com suas especiarias aromáticas a fim de ungir o corpo de Jesus (Marcos 16.1-2).

Um Sepulcro Vazio

Então, naquela manhã da ressurreição, ela encontrou o sepulcro vazio. Aquilo foi demais para Maria, e ela correu a procurar Pedro e João na esperança de que pudessem dar a ela respostas para sua perplexidade. Pedro e João verificaram o fato de que o sepulcro estava vazio, e seguiram para casa, deixando o sepulcro vazio e Maria do lado de fora, tomada de dor. "Pedro – alguém poderia perguntar – 'Não vos comove isto?' Depois de tudo o que aconteceu nos últimos dias, como pode você voltar para casa numa situação assim?" Longe de Maria pensar isto. Ela permaneceu ao lado do sepulcro chorando e sua reação respondia claramente à pergunta de Jeremias. Suas lágrimas e seu coração em dor falam mais alto do que palavras. Ele era tudo para ela; Ele era "totalmente desejável" (Ct 5.16).

Mesmo havendo Pedro e João partido, ela deve continuar sua busca sozinha. Isso a levou à notável revelação de Jesus a ela, uma honra e privilégio maiores do que os concedidos a quaisquer dos discípulos. Ela escutou dos próprios lábios do Senhor seu nome ser, amorosa e suavemente, chamado outra vez (João 20.16). Finalmente seu coração quebrantado já poderia descansar, sabendo que seu verdadeiro Amigo e Benfeitor estava vivo para sempre.

E o que é que acontece com Seus santos nos dias de hoje? Quando nos reunimos para recordá-Lo na morte, a cada Dia do Senhor, será que podemos ouvir o lamento de Jeremias, dizendo, "Não vos comove isto?" Será que entramos em Sua presença como algo de rotina? Permanecemos ali conscientes de que fomos libertados da servidão de Satanás, de modo tão completo quanto foi Maria Madalena? Porventura nosso louvor e adoração não deveria alcançar um patamar mais elevado se tivéssemos o mesmo senso de amor e apreciação que teve Maria Madalena? Possamos nós proclamar com ela: Tudo Ele é para mim; Ele é "totalmente desejável" (Ct 5.6).

domingo, 24 de setembro de 2017

O Evangelho



A palavra "evangelho" significa "boas novas" ou "notícias alegres", e é usada na Escritura para indicar que Deus tem boas notícias para o homem. Esse fato mostra que Deus está interessado na bênção do homem.

As Escrituras registram que houve diferentes mensagens do evangelho que foram pregadas aos homens em diferentes momentos da história, prometendo diferentes formas de bênção vindas de Deus. Unir esses chamados do evangelho em uma única mensagem é um erro e não leva em conta os caminhos dispensacionais de Deus.

As boas notícias de Deus foram anunciadas pela primeira vez a Adão e Eva no jardim do Éden. Elas prometiam que Satanás seria esmagado sob o julgamento de Deus (Gên 3:15, Romanos 16:20 e Ap 20:10), mas ela não foi especificamente chamada de evangelho. As boas novas foram anunciadas a Noé, pelas quais ele foi levado a construir uma arca para salvar a sua casa (Heb 11:7), embora, novamente, isso não tenha sido chamado de evangelho.

"O evangelho" foi pregado a Abraão, prometendo a bênção por ter sido considerado justo por Deus (Gálatas 3:8).

"O evangelho" foi pregado à nação de Israel, prometendo-lhe a libertação da escravidão no Egito e uma herança material na terra de Canaã (Êxodo 3:7-8, Números 13:26, Hebreus 4:2-3).

"O evangelho do reino" foi pregado à nação de Israel por João Batista (Mateus 3), pelo Senhor Jesus Cristo (Mateus 4) e pelos apóstolos (Mateus 10), prometendo que, se aceitassem Cristo como seu Messias, Ele estabeleceria o reino de uma maneira literal como retratada pelos profetas do Antigo Testamento. Mas os judeus rejeitaram o Senhor Jesus Cristo (Isaías 49:4; 50:5-7; 53:1-4; Miquéias 5:2), e consequentemente, essa oferta do evangelho do reino foi adiada (Miquéias 5:3; Mateus 12:14-21, Romanos 11:7-11). Ele será pregado novamente em um dia futuro (na 70ª semana de Daniel 9:27) pelo remanescente judaico fiel (Salmos 95-96 e Mateus 24:14). Muitos naquele dia serão abençoados por ele – incluindo os gentios (Isaías 55-56, Apocalipse 9:7). Eles participarão das bênçãos terrenas do reino que este evangelho promete.

O evangelho pregado nestes tempos Cristãos tem pelo menos sete títulos, transmitindo vários aspectos da mensagem das boas novas de Deus ao mundo de hoje. Esse evangelho anuncia que Deus em graça desceu ao homem na Pessoa de Cristo, e por meio de Seu sofrimento expiatório, de Sua morte e do Seu sangue derramado garantiu salvação aos pecadores que creem. E mais do que isso, anuncia que Deus ressuscitou a Cristo de entre os mortos e O assentou à Sua mão direita nas alturas, e o crente agora tem um lugar de aceitação nEle, em Quem estão todas as suas bênçãos. A pessoa que crê nessa grande mensagem é selada com o Espírito Santo (Efésios 1:13) e é feita parte da Igreja de Deus, o corpo e a noiva de Cristo (Efésios 1:22-23). Assim, esse evangelho é um chamado celestial de crentes para um destino celestial com Cristo (1 Coríntios 15:48-49, 2 Coríntios 5:1, Ef 1:3, 2:6, 6:12, Fil. 3:20; Col 1:5; 3:1-2; Heb. 3:1; 8:1-2; 9:11; 10:19-21; 11:16; 12:22; 13:14; 1 Pedro 1:4). Todos os que creem nesse evangelho viverão e reinarão com Cristo nos céus sobre a Terra no Milênio (Ap 21:9-22:5).
  • Quando ele é chamado "o Evangelho da Graça de Deus" (Atos 20:24), está se referindo à vinda de Cristo desde os céus em graça para morrer pelos pecadores.
  • Quando se chama "o Evangelho da Glória de Deus" (1 Tim. 1:11), está enfatizando a ascensão de Cristo ao alto em glória e a aceitação do crente nEle ali diante de Deus. (Paulo chamou esse aspecto de "meu Evangelho" - Romanos 2:16, 16:25, 2 Timóteo 2:8).
  • Quando é chamado "o Evangelho de Deus" (Rom 1:1), está apontando para a fonte das boas novas – o próprio Deus que desenhou o plano da salvação.
  • Quando se chama "o Evangelho de Seu Filho" (Romanos 1:9), está se referindo ao amor de Deus que O levou a dar o mais precioso Objeto de Seu coração para salvar os pecadores.
  • Quando se chama "o Evangelho de Cristo" (Fil. 1:27), está se referindo ao grande tema do Evangelho – Cristo e Sua glória.
  • Quando é chamado "o Evangelho da Paz" (Efésios 6:15), está se referindo à paz prática que nossos pés pregam (isto é, nossas vidas) enquanto caminhamos por este mundo conturbado.
  • Quando se chama "o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo" (2 Tessalonicenses 1:8), não está somente enfatizando a salvação de nossas almas, mas também a salvação de nossas vidas, tornando Cristo o Senhor em nossas vidas de forma prática.

Esse evangelho exclusivamente Cristão não deve ser confundido com o evangelho do reino. Como mencionado, o destino daqueles que creem no evangelho da graça e glória de Deus é viver e reinar com Cristo nos céus em Seu reino milenial. Enquanto que o destino daqueles que creem no evangelho do reino é viver na Terra no reino milenial de Cristo (Apocalipse 7). Essas são duas esferas diferentes de bênção – celestiais e terrestres. Essas distintas mensagens não estão indo ao mundo ao mesmo tempo, pois haveria confusão se fossem pregadas juntas.

"O evangelho eterno" (Apocalipse 14:6-7) são as boas novas que a própria criação prega ao longo dos séculos. Elas dão testemunho da glória de Deus (Salmo 19:1), da sabedoria e inteligência de Deus (Salmo 147:4-5), do poder de Deus (Rom 1:19-20) e da bondade de Deus (Atos 14:17). Mesmo que pessoas nunca entrem em contato com o evangelho da graça de Deus, que nos fala da obra consumada de Cristo, elas ainda podem ser alcançadas e abençoadas por Deus ao crerem nesse testemunho na criação. A prova de sua fé no Deus Criador será vista neles ao temerem a Deus e praticarem a justiça. Como resultado, eles serão "aceitos"(trad. Brasileira) em Cristo (Atos 10:35). Se eles morrerem na sua fé simples, irão para o céu, mas eles não farão parte da Igreja de Deus, porque para isso é necessário o selo do Espírito, que só ocorre quando alguém crê na obra consumada de Cristo (Efésios 1:13).

Bruce Anstey







quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O Que é Graça? C.Stanley



Lembro-me de uma pessoa que dizia não gostar da palavra "graça". Segundo ela, a palavra "amor" tinha o mesmo significado e era muito melhor. Trata-se de um engano; a graça vai muito além do amor. O homem ama aquilo que, de um modo ou de outro, ele considera digno de ser amado, e pensa que Deus faz o mesmo consigo. Por isso costuma dizer: "Algum dia devo voltar-me a Deus e procurar ser digno do Seu amor, e então Ele me amará". Ora, a graça de Deus é exatamente o oposto desse pensamento humano. Que eu saiba, não existe nada no mundo que se compare a ela.


"O que é graça?" perguntei eu outro dia. "Misericórdia", foi a resposta. Bem, é verdade que tanto o amor de Deus como a misericórdia de Deus são, ambas as coisas, muito, muito maravilhosas. "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas" (Ef 2:4-5). Tanto a misericórdia como o amor de Deus são dispensados assim, em graça, ou seja, em puro e imerecido favor. Ainda assim, essa graça de Deus vai além, sim, muito além do alcance da mente humana.


Suponhamos que um criminoso, culpado de crimes tais que o tornem objeto da mais profunda repugnância, seja condenado por um juiz. Seria de se espantar se fosse demonstrada misericórdia para com alguém assim, mas se fosse possível ao coração de um juiz humano amar tal pessoa, tão indigna e desmerecedora desse amor, isto sim seria algo de extraordinário. Mas o que iriam pensar se o juiz amasse a tal ponto o pobre e culpado, que descesse do seu posto para ocupar o lugar do prisioneiro? Se ele levasse sobre si toda a pena por todos os crimes do prisioneiro e depois de tudo o levasse para a sua própria casa e fizesse dele um sócio, dizendo-lhe: Enquanto eu viver, tudo o que tenho também será seu! Ah! Diga-me onde, dentre os insensíveis filhos dos homens, jamais foi demonstrada graça como esta? Não, a glória de uma graça assim pertence só ao meu Deus. Oh, como falar da Sua maravilhosa graça?!

Talvez você tenha escutado um pouco de "ouvir falar", mas será que esta graça nunca alcançou o seu coração pelo poder do Espírito de Deus? Por acaso seu coração já chegou a vibrar com o fato de que Deus pudesse amar e se apiedar a tal ponto, e mostrar misericórdia ao culpado? Sim, Deus enviou o Seu próprio Filho amado na mais doce graça para tomar o lugar do perdido e culpado, e na mais pura graça levar todos os seus pecados em Seu próprio corpo sobre o madeiro! Oh, olhe para a cruz! Deus em graça supriu ali a maior necessidade do homem. Você crê nisto de todo o seu coração? Se assim for, você pode se lançar diante de um Deus assim, confessando todos os seus pecados, toda a sua desgraça, toda a sua miséria, e derramar tudo ali, perante Ele. Ele perdoará o pecador confesso em fidelidade ao sangue de Jesus. Jesus morreu para esse fim, para que Deus pudesse ser Justo, não somente em perdoar, mas em justificar a todo pecador que crê.

E não é tudo: Deus em pura graça coloca o mais indigno pecador, agora perdoado e justificado, em uma perfeita associação e unidade com Ele próprio no sempre bendito Senhor Jesus. Foi nessa graça que Ele encontrou o homicida Saulo, e daquele momento em diante Paulo passou a estar associado a Ele, co-herdeiro com Cristo. Que tremenda mudança! Daquele dia em diante ele podia dizer: "Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gl 2:20). Ele bem sabia que nada poderia separá-lo de um amor como este.

Sim, Deus, nas maravilhas de Sua graça, pode salvar um homicida, um alcoólatra, uma prostituta, ou pior do que todos, um fariseu enganado e cheio de justiça própria. Sim, a partir desse momento terminam seus dias de associação com Satanás. Oh, que Deus possa lhe conceder isso! Que possa ser esta a sua feliz porção: perdoado, justificado e eternamente UM com Cristo. Isto é graça: não somente tomar o lugar do pecador, mas dar ao culpado um lugar eterno Consigo na glória da ressurreição. E esta salvação vem, toda ela, de Deus.

C.Stanley, Christian Treasury, Fev. 96.





sexta-feira, 14 de julho de 2017

O Beijo do Pai



 

 

Aconteceu perto de uma cidade pequena, onde dois garotos pequenos estavam pescando no rio. Acidentalmente, ambos caíram na água. Um jovem rapaz que estava pescando nas redondezas mergulhou atrás deles. Ele não era muito bom nadador, mas conseguiu trazer ambos os garotos seguros para a beira do rio.


Logo ele se encontrou em dificuldades. Sobrecarregado com a roupa encharcada e enfraquecido por seus esforços para salvar os dois garotos, a íngreme e escorregadia margem do rio foi demais para ele. Quanto mais lutava, pior ficava, e finalmente ele se deixou afundar na água e se afogou.


As trágicas notícias logo chegaram a seu pai e sua mãe que, obviamente, ficaram chocados. Seu irmão mais novo também ficou terrivelmente triste. Quando ele ouviu que os garotos, que eram seus amigos, foram salvos, ele ficou feliz por isso, porém aquilo não lançava fora a perda de seu irmão.


Alguns dias depois, os dois garotos seguiam de perto o caixão enquanto era carregado para a cova no cemitério. Após o funeral, o pai do bravo rapaz que acabou de ser sepultado se dirigiu aos dois tristes garotos. Inclinando-se, beijou a cada um e orou a Deus para que os abençoasse.


No mesmo funeral estava um homem cristão que iria pregar o evangelho naquela mesma tarde. Em pé diante da plateia, ele disse: “Hoje vi algo que nunca havia visto antes. Um pai que beijou dois garotos que haviam causado a morte de seu filho.”


Então ele lhes contou sobre o funeral. “E,” disse ele, “isto é o que Deus, em seu grande amor, está fazendo agora – beijando qualquer um que se achegue a Ele crendo no Senhor Jesus Cristo, mesmo que eles tenham sido a causa da morte de Seu Filho.”


Isto causou uma forte impressão em muitos. Um homem na plateia, que era conhecido por ser um transgressor da lei, foi ter com o pregador após a reunião e perguntou: “Deus trata todas as pessoas arrependidas desse jeito?”


“Sim,” respondeu o pregador. “Se eles forem a Ele pela fé, crendo em Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, receberão perdão, paz e bênção.”


O homem respondeu: “Então irei a Ele agora mesmo!”


Que Deus permita que sua decisão seja a mesma. Como resultado, você receberá o perdão pelos seus pecados, paz de alma, e a benção do beijo do Pai.


“Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.” (Romanos 4:7)


“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:1)


“Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” (Salmos 34:8)


Fonte: BIBLE TRUTH PUBLISHERS